Relação genótipo-fenótipo dos polimorfismos de TP53 e efeitos adversos à radioterapia em câncer de colo uterino

Autores

  • Nathany Ribeiro Barbosa Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC) Autor
  • Rafaela Moura de Oliveira Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC) Autor
  • Yuri De Abreu Mendonça Universidade de Rio Verde (UniRV) Autor
  • Juliana Castro Dourado Pinezi Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC) Autor
  • Renata De Bastos Ascenço Soares Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC) Autor

Palavras-chave:

RADIOTOXICIDADE, BIOMARCADORES, CÂNCER DE COLO UTERINO

Resumo

Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre polimorfismos de TP53 em pacientes com câncer de colo de útero e efeitos adversos após a radioterapia. Metodologia: Os polimorfismos foram avaliados por genotipagem do exoma de 44 pacientes com diagnóstico histológico comprovado de câncer cervical e tratadas com radioterapia. Os efeitos colaterais foram classificados de acordo com a pontuação Radiation Therapy Oncology Group. Os dados da genotipagem obtidos através do painel Axiom® Exome 319 foram traduzidos pelo Genotyping Console Software versão 4.2. A análise de dados foi realizada a partir de informações coletadas nas fichas de teleterapia e prontuários, utilizando regressão logística, por meio do software SPSS 19.0 para Windows®. Resultados: Em uma análise univariada foram encontrados valores significativos entre a realização de cirurgia e reação de pele aguda (OR: 6,67, IC 95% 1,28-34,84, p=0,025) e a ocorrência de dermatite (OR: 21,00 IC 95% 2,26-194,70, p=0,007). Em relação à reação de pele crônica houve associação com a evolução para óbito e ter realizado braquiterapia de alta taxa de dose (OR: 10,20 IC 95% 1,35-76,9, p=0,024; OR:0,08 IC 95% 0,01-0,79, p=0,031, respectivamente).Os dados de toxicidade aguda no trato gastrointestinal se associaram com a ocorrência de diarréia (OR:31,67 IC95% 3,60-278,48, p=0,002). A disúria foi o sintoma que mais se associou à toxidade do trato urinário p=0,015 (OR: 15,33 IC 95% 1,71-137,40) e a evolução da doença no trato urinário crônico apresentou valor de p=0,032 (OR: 6,67 IC 95% 1,18-37,78). Conclusão: Os polimorfismos analisados de TP53 não se associaram aos sintomas analisados, necessitando de ampla investigação.

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Publicado

01-04-2018

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

1.
Barbosa NR, Oliveira RM de, Mendonça YDA, Pinezi JCD, Soares RDBA. Relação genótipo-fenótipo dos polimorfismos de TP53 e efeitos adversos à radioterapia em câncer de colo uterino. Rev Goiana Med [Internet]. 1º de abril de 2018 [citado 5º de junho de 2026];(53):6-12. Disponível em: https://amg.org.br/osj/index.php/RGM/article/view/130