Síndrome metabólica entre os pacientes infectados com HIV progressores virêmicos e tratados com sucesso
Palavras-chave:
SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA, SÍNDROME METABÓLICA, TERAPIA ANTIRRETROVIRALResumo
Nos últimos anos, tem-se observado o aumento da sobrevida dos pacientes infectados por HIV possibilitado pela terapia antirretroviral (TARV). Com a TARV, houve redução na morbimortalidade desses pacientes por doenças infecciosas e neoplásicas oportunistas, no entanto, o aumento da sobrevida tem sido acompanhado por um aumento na prevalência de alterações metabólicas crônicas. Sabe-se que alterações metabólicas observadas em pacientes submetidos a TARV, como a da distribuição de gordura corporal, estão associadas a desordens metabólicas neuroendócrinas, principalmente resistência insulínica e síndrome metabólica (SM), e ao aumento do risco cardiovascular. O objetivo desse estudo foi investigar a prevalência de SM entre os pacientes infectados com HIV em diferentes estágios da infecção: virêmicos e tratados com sucesso. MÉTODO: Foram revisados prontuários de pacientes infectados com HIV acompanhados no Ambulatório de Doenças Infecciosas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG). A SM foi diagnosticada a partir dos critérios preconizados pelo National Cholesterol Education Program– Adult Treatment Panel (NCEP-ATP III). RESULTADOS: Dentre os 43 pacientes analisados foram diagnosticados com SM 14 pacientes (32,5%), sendo 7 progressores virêmicos e 7 tratados com sucesso. CONCLUSÃO: Encontrou-se prevalência de SM de 32,5% entre os pacientes infectados com HIV acompanhados no ambulatório de doenças infecciosas do HC-UFG. Não houve diferença entre os grupos analisados, o que permite concluir que o maior risco de SM entre esses pacientes possa não estar associado à TARV. Diante disso, torna-se imprescindível o acompanhamento endocrinológico e cardiológico como parte do tratamento desses pacientes
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