Análise dos dados de violência doméstica e sexual do sistema de agravos de notificação de uma maternidade em Goiânia-GO

Autores

  • Natália Pierdoná Centro Universitário de Anápolis (UniEvangélica) Autor
  • Artur Gonçalves Machado Centro Universitário de Anápolis (UniEvangélica) Autor
  • Danilo Maciel Carneiro Filho Centro Universitário de Anápolis (UniEvangélica) Autor
  • Pedro Augusto Silva Ruas Centro Universitário de Anápolis (UniEvangélica) Autor
  • Tárik Kassem Saidah Universidade Federal de Goiás (UFG), Centro Universitário de Anápolis (UniEvangélica) Autor
  • Patrícia Gonçalves Evangelista Universidade Federal de Goiás (UFG) Autor

Palavras-chave:

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER, NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA, VIOLÊNCIA SEXUAL, PERFIL EPIDEMIOLÓGICO

Resumo

Introdução: Desde o surgimento do patriarcado, a sensação de posse sobre a mulher foi aos poucos se manifestando, e com isso as situações de violência contra a mulher foram surgindo. Em 2017, houve um total de 13 assassinatos de mulheres por dia no Brasil. Estima-se que cerca de 75% dos casos de violência contra a mulher sejam cometidos por conhecidos da vítima. Objetivos: analisar as fichas de notificação compulsória dos casos de violência doméstica/intrafamiliar e sexual do SINAN (sistema de agravos de notificação) da maternidade Dona Íris, em Goiânia – GO. Métodos: Estudo do tipo epidemiológico transversal analítico retrospectivo, realizado em Goiânia – GO, com mulheres vítimas de violência doméstica ou sexual notificadas pelo SINAN na Maternidade Dona Iris. A pesquisa foi realizada no mês de dezembro de 2019. Resultados: Foram analisadas 16 fichas de notificação compulsórias de casos suspeitos ou confirmados de violência doméstica e sexual preenchidas na Maternidade Dona Íris em Goiânia, no período compreendido entre março de 2018 e setembro de 2019. Em relação à epidemiologia, todas as vítimas eram mulheres, com idades entre 14 e 35 anos. Cerca de um terço eram adolescentes, um terço adultas jovens e um terço adultas até 35 anos, a maior parte parda, 6, (38%), não estavam grávidas (37%), sete fichas de notificação estavam com o campo escolaridade em branco, não preenchido. O perfil traçado 38% solteiras ou casado, heterossexuais, sem deficiências, pertencentes ao município de Goiânia. Em relação ao local da ocorrência, a maior parte dos casos ocorrem dentro da própria residência 56%, não foi o primeiro episódio 50%, violência física (52%) com força corporal/espancamento, com 12 casos. Houveram 5 casos de violência sexual, todos enquadrados como estupro. Em relação aos dados do provável autor da violência, em todos os casos só houve uma pessoa envolvida na agressão. Quanto ao grau de parentesco com a vítima, metade dos casos foi cometida pelo próprio cônjuge 50%. Quanto ao encaminhamento da vítima após a violência, a maior parte dos casos foi encaminhada à rede de saúde. Conclusão: É importante reforçar a importância das notificações compulsórias destes casos, e a importância de conhecer a realidade da violência doméstica e sexual contra a mulher no Brasil, a fim de que seja possível se pensar em políticas públicas de qualidade que possam mudar essa realidade.

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Publicado

01-04-2020

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

1.
Pierdoná N, Machado AG, Carneiro Filho DM, Ruas PAS, Saidah TK, Evangelista PG. Análise dos dados de violência doméstica e sexual do sistema de agravos de notificação de uma maternidade em Goiânia-GO. Rev Goiana Med [Internet]. 1º de abril de 2020 [citado 5º de junho de 2026];(57):18-22. Disponível em: https://amg.org.br/osj/index.php/RGM/article/view/105