Fibrilação atrial e prevenção de eventos tromboembólicos
revisão das estratégias atuais
Palavras-chave:
Acidente vascular cerebral, Anticoagulantes, Fibrilação atrial, Prevenção secundária, TromboemboliaResumo
A fibrilação atrial representa a taquiarrritmia supraventricular sustentada mais prevalente na prática clínica global, configurando um grave problema de saúde pública devido ao seu impacto direto na morbimortalidade cardiovascular e no risco de acidente vascular cerebral isquêmico. Este artigo de revisão analisa e sintetiza as estratégias farmacológicas e não farmacológicas contemporâneas voltadas para a prevenção de eventos tromboembólicos nesses pacientes. Metodologicamente, realizou-se um levantamento sistemático de diretrizes nacionais e internacionais, ensaios clínicos controlados e metanálises de alto impacto. Os resultados apontam para uma mudança paradigmática na estratificação de risco, centralizada em comorbidades estruturais objetivas, além da consolidação definitiva dos anticoagulantes orais diretos como terapia de primeira linha devido à sua previsibilidade farmacocinética e superior perfil de segurança hemorrágica. Adicionalmente, a oclusão percutânea do apêndice atrial esquerdo fixa-se como alternativa mecânica eficaz em cenários de contraindicação farmacológica de longo prazo. Conclui-se que a abordagem integrada e holística, unindo a precisão da anticoagulação moderna ao manejo rigoroso de fatores de risco subjacentes, é indispensável para mitigar desfechos catastróficos periféricos. Contudo, lacunas sobre a sub-representação de populações com disfunção renal terminal demandam atenção, sugerindo-se que investigações futuras explorem os novos inibidores do fator XI e o uso de dispositivos vestíveis para o refinamento da medicina de precisão na cardiologia.
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