Aspectos históricos do tratamento de pacientes com lesão traumática do plexo braquial

Autores

  • Frederico Barra de Moraes Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade de Brasília (UnB) Autor
  • Mário Yoshihide Kuwae Universidade Federal de Goiás (UFG) Autor
  • Ricardo Pereira da Silva Universidade Federal de Goiás (UFG) Autor
  • Daniel de Paiva Magalhães Universidade Federal de Goiás (UFG) Autor
  • Matheus Veloso Paulino Universidade Federal de Goiás (UFG) Autor
  • Celmo Celeno Porto Universidade Federal de Goiás (UFG) Autor

Palavras-chave:

HISTÓRIA DAS LESÕES DO PLEXO BRAQUIAL, TRATAMENTO DAS LESÕES DO PLEXO BRAQUIAL, ACIDENTES DE TRÂNSITO

Resumo

O objetivo dessa revisão é organizar a evolução dos conhecimentos sobre das lesões traumáticas do plexo braquial, que provocam grandes sequelas cuja prevalência tem crescido pelo aumento da violência urbana, em particular, com referência nos acidentes de trânsito por motocicletas. Foi realizada uma revisão histórica dessas lesões, desde a antiguidade até os dias de hoje, quando estão ocorrendo importantes mudanças de paradigma no diagnóstico e nas condutas. No início praticamente não havia tratamento (século X a.C. até X d.C.), mas com a evolução das técnicas cirúrgicas e do pensamento cartesiano de restauração da anatomia e da função, iniciaram-se as neurorrafias das lesões abertas do plexo ocorridas em ferimentos de guerra. Outro momento decisivo foi o advento da anestesia no século XIX, o que possibilitou intervenção cirúrgica do plexo por períodos maiores, tanto em lesões abertas como fechadas, a partir do que foram propostas novas técnicas cirúrgicas. Outra mudança importante ocorreu no século XX, com o objetivo de restaurar a função do membro lesado por meio de cirurgias em outras regiões do membro, além da intervenção no plexo. Um grande avanço foi o surgimento das transferências miotendíneas, inicialmente locais, e posteriormente os transplantes proporcionados pela microcirurgia, Atualmente as condutas estão evoluindo nos aspectos da reabilitação, com procedimentos mais precoces que resultam em uma melhor recuperação, mas o que realmente mudaria a realidade atual seria uma efetiva prevenção dos acidentes de trânsito. O futuro se bifurca em duas vertentes: a primeira, por meio da neurorregeneração, utilização de células tronco, fatores de crescimento neural e neuroplasticidade; a segunda pela robótica que permite a construção de exoesqueletos, implantes de chips no sistema nervoso central para controle periférico e da substituição do membro por braços artificiais.

Downloads

Publicado

01-10-2017

Edição

Seção

Artigos de Revisão

Como Citar

1.
Moraes FB de, Kuwae MY, Silva RP da, Magalhães D de P, Paulino MV, Porto CC. Aspectos históricos do tratamento de pacientes com lesão traumática do plexo braquial. Rev Goiana Med [Internet]. 1º de outubro de 2017 [citado 5º de junho de 2026];(52):20-6. Disponível em: https://amg.org.br/osj/index.php/RGM/article/view/140